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Senado aprova penas mais rígidas para crime de vicaricídio

Senado aprova penas mais rígidas para crime de vicaricídio

Proposta inclui assassinato de familiares para atingir mulheres como crime hediondo, com pena de até 40 anos
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O crime de vicaricídio voltou ao debate público após um caso ocorrido no interior de Goiás e a aprovação de proposta no Senado que endurece as penas para esse tipo de violência. A medida altera a legislação brasileira e inclui o crime no rol de hediondos.

O texto define vicaricídio como o assassinato de filhos, parentes ou pessoas sob responsabilidade da mulher com o objetivo de causar sofrimento, punição ou controle no contexto de violência doméstica e familiar.

De acordo com a proposta, a pena prevista passa a ser de 20 a 40 anos de reclusão, além de multa. O projeto já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados e segue para sanção presidencial.

A legislação também prevê aumento de pena em um terço em situações específicas, como quando o crime é cometido na presença da mulher, quando a vítima é criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou ainda em caso de descumprimento de medida protetiva.

Especialistas apontam que o vicaricídio é uma forma extrema de violência, na qual o agressor busca atingir emocionalmente a mulher por meio de terceiros, frequentemente construindo uma narrativa em que se coloca como vítima.

O tema ganhou repercussão após um caso registrado em Goiás, no qual um homem matou os próprios filhos. As circunstâncias do episódio evidenciaram o uso da violência como forma de atingir a companheira.

A proposta aprovada altera dispositivos da Lei Maria da Penha, do Código Penal e da Lei de Crimes Hediondos, ampliando o enfrentamento à violência doméstica no país.

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