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Plano de Ação Emergencial no lixo de Padre Bernardo tem autorização parcial

Plano de Ação Emergencial no lixo de Padre Bernardo tem autorização parcial

Plano de Ação Emergencial no lixo de Padre Bernardo tem autorização parcial
O objetivo é desviar o leito do córrego


Semad

A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás (Semad) concluiu, na manhã desta terça-feira (24), a análise parcial do Plano de Ação Emergencial (PAE) apresentado pela empresa Ouro Verde, responsável pelo lixão de Padre Bernardo, onde uma montanha de resíduos desmoronou no último dia 18, atingindo o córrego Santa Bárbara.

Diante da gravidade da situação e da necessidade de resposta rápida, a Semad emitiu parecer prévio com foco na proposta de isolamento hidráulico da área afetada. O objetivo é desviar o leito do córrego, impedindo que ele continue atravessando o local atingido pelos resíduos.

A secretaria autorizou a execução da proposta, condicionada à apresentação, em até 24 horas, dos projetos executivos e documentos complementares que comprovem a viabilidade técnica da intervenção.

Entre as ações consideradas prioritárias está o esvaziamento imediato das lagoas de chorume existentes no local, com destinação ambientalmente adequada do efluente. Vistorias realizadas por órgãos de controle constataram risco de instabilidade estrutural e comprometimento da segurança na área.

PROPOSTA DE INTERVENÇÃO

O plano apresentado pela empresa prevê duas alternativas para o desvio do fluxo hídrico: uma por escoamento natural com uso do desnível do terreno, e outra com apoio de bombeamento mecânico.

A proposta inclui as seguintes etapas:

  1. Interceptação do fluxo de água antes do ponto de contato com os resíduos;
  2. Condução da água por tubulações instaladas lateralmente ao curso hídrico, fora da área instável;
  3. Lançamento da água em ponto a jusante, previamente identificado e sem risco de contaminação.

A intervenção foi projetada para evitar escavações profundas, suprimir vegetação ou expor equipes a riscos desnecessários, mantendo as estruturas fora da chamada "área quente".

Na resposta enviada à empresa, a Semad reforçou que a alternativa a ser adotada deverá estar tecnicamente justificada, considerando as condições de campo, os parâmetros do projeto e a efetividade da solução diante do cenário emergencial. A escolha não deve se basear apenas em conveniência operacional ou menor custo.

DOCUMENTOS PENDENTES

A Semad aguarda o envio de informações técnicas essenciais para a continuidade da análise, incluindo:

  • Estimativa da vazão média e máxima do fluxo a ser desviado;
  • Especificação do diâmetro e tipo de tubulações a serem utilizadas;
  • Detalhamento das bombas hidráulicas (modelo, capacidade, número de unidades e fonte de energia);
  • Memorial de cálculo de eventual lagoa de contenção;
  • Plano operacional e croqui técnico da área de intervenção;
  • Relação de maquinário e equipamentos previstos.

 

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