Paulo de Tarso
Pela primeira vez, estudantes da rede pública municipal de Anápolis terão aulas de empreendedorismo como parte da formação escolar. A iniciativa atenderá cerca de 27,7 mil alunos do 1º ao 9º ano do ensino fundamental.
O conteúdo será desenvolvido em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e busca estimular competências como criatividade, identificação de oportunidades, raciocínio lógico e trabalho em equipe. A proposta também inclui atividades relacionadas à robótica e ao uso de tecnologias digitais.
Segundo a secretária municipal de Educação, Adriana Rocha, a iniciativa foi precedida por um projeto piloto aplicado em 2025 nas escolas de ensino integral.
De acordo com ela, os resultados observados entre os estudantes motivaram a ampliação da parceria com o Sebrae. “Ao percebermos as mudanças de comportamento e interesse dos alunos, buscamos o Sebrae para ampliarmos essa parceria”, afirmou.
METODOLOGIA
Entre os alunos do 1º ao 5º ano, cerca de 23,3 mil estudantes participarão do programa Jovens Empreendedores Primeiros Passos (JEPP), desenvolvido pelo Sebrae. A metodologia trabalha competências como iniciativa, cooperação e planejamento, de forma integrada às demais disciplinas.
Para a secretária, o contato com noções de empreendedorismo desde os primeiros anos escolares também contribui para o desenvolvimento da consciência financeira.
“Muitas vezes, a criança leva esse aprendizado para dentro de casa e desperta o olhar de familiares para oportunidades que podem transformar a realidade de uma família”, afirmou.
A gestora estadual de educação empreendedora do Sebrae, Bruna Maia, explicou que o material didático utilizado no programa será distribuído aos estudantes ainda neste mês.
Segundo ela, os conteúdos também trabalham aspectos socioemocionais e competências que poderão ser aplicadas no mundo do trabalho.
Ensino por etapas
Já os estudantes do 6º ao 9º ano terão acesso a cadernos de atividades organizados por etapas de aprendizagem.
No 6º ano, os conteúdos abordam soluções sustentáveis. No 7º ano, o foco é a robótica empreendedora. No 8º ano, os alunos trabalham tecnologias digitais e soluções empreendedoras. Já no 9º ano, as atividades abordam geração de iniciativas empreendedoras.
A proposta busca preparar os estudantes para lidar com desafios do cotidiano, estimulando pensamento crítico, autonomia e capacidade de inovação.

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