A Prefeitura de Goiânia fechou um novo contrato de prestação de serviços de zeladoria com a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg). O acordo realoca recursos já existentes, transfere a operação completa do Aterro Sanitário para a Comurg e cria respostas rápidas para demandas futuras.
A mudança ocorre após a maior reestruturação da história da Comurg, que cortou quase R$ 3 bilhões em dívidas. O objetivo é fortalecer a empresa para melhorar serviços atuais além de adicionar novos. O contrato tem teto de R$ 7,2 bilhões em 60 meses. A Prefeitura paga apenas pelo que for executado, medido e atestado.
Os serviços incluem limpeza Urbana (varrição de vias, capina, roçada manual e mecanizada, coleta de resíduos de unidades públicas municipais de saúde, lavagem de logradouros e operação de ecopontos), paisagismo urbano (plantio de gramas, árvores e palmeiras, manutenção de canteiros, poda, extirpação e irrigação de praças) e operação do Aterro Sanitário (incluindo o recebimento e a disposição de resíduos sólidos urbanos e resíduos da construção civil, que passa a ser integralmente executado e faturado pela Comurg).
São exatamente os serviços que a Prefeitura já paga hoje. O que muda não é o quanto se gasta, mas como se gasta, para quem se paga e com qual nível de controle. O contrato encerra anos de improviso, transformando a Comurg no principal braço de zeladoria da capital.
Respostas rápidas
Em curto prazo, o novo contrato possibilita à Comurg a capacidade de colocar as equipes operacionais na rua com força total para dar respostas muito mais rápidas para problemas crônicos como mato alto, falta de manutenções em praças e sujeira nas ruas, gramados sem zeladoria e árvores sem poda preventiva. No médio prazo, o orçamento municipal ganha previsibilidade e a sociedade ganha transparência. Em longo prazo, a Comurg ganha estabilidade para renovar frota, adotar tecnologias e modernizar o Aterro.
Também estabelece flexibilidade para coleta de lixo urbano, coleta seletiva de recicláveis e remoção de entulhos em emergências, como enchentes ou eventos climáticos. Outra inovação é a manutenção sob demanda: reparos em equipamentos públicos, revitalização de praças e cuidados em prédios, acionados com agilidade e aprovação do Comitê de Controle de Gastos. Assim, evita-se burocracia de novas licitações.

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