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Poliomielite não circula no Brasil há décadas, mas Goiás reforça alerta para evitar reintrodução
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Poliomielite não circula no Brasil há décadas, mas Goiás reforça alerta para evitar reintrodução

Poliomielite não circula no Brasil há décadas, mas Goiás reforça alerta para evitar reintrodução

Mesmo eliminada do Brasil há mais de três décadas, a poliomielite — também conhecida como pólio ou paralisia infantil — continua exigindo atenção permanente dos serviços de saúde. A circulação do poliovírus em alguns países e a redução das coberturas vacinais em diferentes regiões do mundo mantêm o risco de reintrodução da doença, reforçando a importância da vacinação e da vigilância epidemiológica ativa.

Enquanto a erradicação global não for alcançada, todos os países permanecem sob risco de importação ou reintrodução do vírus. Em Goiás, a Secretaria da Saúde (SES-GO) realiza monitoramento permanente e promove ações de qualificação para profissionais da área.

A vigilância da Paralisia Flácida Aguda (PFA) é considerada a principal estratégia para detectar precocemente uma possível circulação do poliovírus. Todo caso de deficiência motora flácida de início súbito em menores de 15 anos deve ser notificado e investigado imediatamente, independentemente da hipótese diagnóstica. As recomendações mais recentes também orientam que adolescentes e adultos com sintomas compatíveis com poliomielite sejam investigados.

O Brasil recebeu o certificado de eliminação da poliomielite em 1994 e não registra casos da doença desde 1989. No entanto, avaliações nacionais classificaram o país como de muito alto risco para a reintrodução da poliomielite, principalmente em razão das baixas coberturas vacinais e do desempenho insuficiente de alguns indicadores da vigilância das Paralisias Flácidas Agudas (PFA).

A SES-GO alerta os serviços de saúde sobre a necessidade de notificar imediatamente, em até 24 horas, todo caso suspeito de PFA à Vigilância Epidemiológica Municipal. Também são essenciais a coleta adequada e oportuna de amostras de fezes para diagnóstico laboratorial, com envio ao Laboratório Central de Saúde Pública Dr. Giovanni Cysneiros (Lacen Goiás), e a verificação da situação vacinal dos pacientes. Essas etapas permitem uma resposta rápida e contribuem para prevenir a reintrodução da poliomielite em Goiás e no país.

Como parte das ações de mobilização e qualificação dos profissionais dos serviços de saúde, a Secretaria da Saúde de Goiás realizará, no dia 23 de outubro, às 9 horas, o Webinar sobre Vigilância da Paralisia Flácida Aguda (PFA).

O evento será transmitido pelo canal oficial da SES Goiás no YouTube, @saudegoias, por meio do link https://www.youtube.com/live/1nsJwy0g0rs. A programação é destinada a profissionais da assistência, vigilância epidemiológica, imunização e laboratórios, além de gestores de saúde dos setores público e privado.

O webinar abordará o cenário epidemiológico da poliomielite, os riscos de reintrodução da doença, a definição de caso suspeito, os fluxos de notificação, a investigação epidemiológica, a coleta de amostras, o encerramento oportuno dos casos e as estratégias para fortalecer a vigilância no estado.

A iniciativa busca ampliar a capacidade de detecção precoce de casos suspeitos, qualificar as equipes e fortalecer a integração entre assistência, imunização, laboratórios e vigilância epidemiológica.

A Secretaria da Saúde de Goiás reforça que a manutenção de elevadas coberturas vacinais e de uma vigilância epidemiológica sensível e oportuna é essencial para manter Goiás e o Brasil livres da poliomielite.

Profissionais de saúde, gestores e instituições parceiras são convocados a intensificar a identificação, a notificação e a investigação de casos suspeitos, contribuindo para a proteção da população e para a manutenção da eliminação da poliomielite no Brasil.

Evento: Webinar de Vigilância da Paralisia Flácida Aguda (PFA) Data e horário: 23 de outubro de 2026, às 9 horas Transmissão: YouTube da SES-GO, @saudegoias — https://www.youtube.com/live/1nsJwy0g0rs Público-alvo: profissionais da vigilância epidemiológica, imunização, assistência e laboratórios; gestores e demais trabalhadores da saúde dos setores público e privado.

Fonte: Agência Goiás

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