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SNL transforma Elon Musk em personagem acuado e mira derrotas políticas, filhos e futuro do Cybertruck
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SNL transforma Elon Musk em personagem acuado e mira derrotas políticas, filhos e futuro do Cybertruck

SNL transforma Elon Musk em personagem acuado e mira derrotas políticas, filhos e futuro do Cybertruck

Jeremy Culhane estreou uma nova imitação de Elon Musk no Saturday Night Live (SNL), nos Estados Unidos. No quadro Weekend Update, o ator retratou o empresário como uma figura desajeitada e acuada, enquanto o programa satirizava seus gastos políticos, decisões empresariais e projetos da Tesla.

Integrante do elenco do SNL, Culhane apareceu caracterizado como Musk, com fala pausada e postura sem graça. Na esquete, o personagem insiste que continua relevante apesar das críticas e das controvérsias recentes, mas tem dificuldade para convencer os apresentadores do quadro.

Durante o segmento, Colin Jost, coapresentador do Weekend Update, faz perguntas irônicas sobre os tropeços políticos e empresariais atribuídos ao bilionário. Em determinado momento, Culhane tenta mudar de assunto recorrendo a uma lembrança exagerada de sucesso automotivo e exclama: “My car did a flip!”.

A interpretação apresenta Musk de maneira mais patética do que arrogante. Em vez de um magnata autoconfiante, o personagem é mostrado como alguém acuado, tentando rir de si mesmo enquanto é confrontado com decisões que, na narrativa humorística do programa, saíram pela culatra.

Um dos momentos centrais do quadro ocorre quando Jost menciona a mudança de Musk para o Texas, utilizada como ponto de partida para uma piada política. Em tom irônico, o apresentador afirma: “You moved to Texas because California was run by Democrats. You moved all your companies to Texas because you didn’t want to pay taxes. You even built your own town in Texas. And now Texas is run by Democrats. Now you’re going to have to pay taxes. So how does that make you feel?”.

No papel de Musk, Culhane acompanha a fala balançando a cabeça e responde de maneira curta e infantilizada: “Bad?”. A resposta reforça a construção do personagem como alguém que não consegue lidar com as consequências das próprias escolhas políticas.

O texto da esquete também faz referência a fatos recentes envolvendo Musk, como o investimento de meio bilhão de dólares em candidatos derrotados nas eleições de meio de mandato e o anúncio de que a produção do Cybertruck deverá ser interrompida em 2027. No programa, os episódios são apresentados como símbolos de um período de dificuldades para o empresário, tanto na política quanto no setor automotivo.

A imitação foi exibida em um momento de críticas à atuação política de Musk e a decisões de negócios consideradas arriscadas por analistas e observadores. O aporte em campanhas de candidatos que não venceram é usado pelo SNL para representar uma tentativa frustrada de influenciar o cenário político dos Estados Unidos.

Já a previsão de paralisação da produção do Cybertruck em 2027 alimenta dúvidas sobre a estratégia da Tesla em um mercado de veículos elétricos cada vez mais competitivo. A sátira explora o contraste entre a imagem de Musk como visionário e os resultados concretos de algumas de suas apostas empresariais.

No quadro, o chatbot fictício Grok também participa das críticas. Quando o personagem de Musk tenta demonstrar que sabe rir de si mesmo e pede à inteligência artificial um “roast épico e vulgar”, o sistema responde com frases agressivas. Entre elas está: “the worst thing South Africa has ever done”. Em seguida, o chatbot afirma: “Maybe if you have 100 more kids, one of them will talk to you.”

As piadas fazem referência à origem sul-africana de Musk e ao número elevado de filhos que ele tem. A escolha de colocar as falas mais duras na boca de um chatbot também funciona como comentário sobre o ecossistema tecnológico associado ao empresário: uma inteligência artificial satiriza seu próprio criador e empresário, expressando, sem filtros, críticas que parte dos opositores de Musk costuma fazer.

A esquete não se limita a comentários pessoais. Em segundo plano, o roteiro reforça a ideia de que Musk atravessa um período de desgaste público. O meio bilhão de dólares destinado a campanhas malsucedidas é apresentado como exemplo de uma tentativa de ampliar sua influência política sem obter o resultado esperado.

A possível interrupção da produção do Cybertruck em 2027, por sua vez, é usada para alimentar questionamentos sobre a estratégia da Tesla. Para investidores e consumidores, o cenário pode representar incerteza e volatilidade; para o programa humorístico, serve como mais um elemento para retratar o bilionário como alguém que anuncia grandes transformações, mas enfrenta dificuldades na execução.

A participação de Musk se junta a outras representações de executivos de tecnologia na atual temporada do Saturday Night Live. Antes de Culhane, o programa apresentou uma versão caricata de Dario Amodei, CEO da Anthropic, como um profeta gago do apocalipse provocado pela inteligência artificial. Também exibiu uma representação debochada de Kevin O’Leary, investidor e defensor de data centers, como alguém disposto a cobrir grandes áreas naturais com computadores barulhentos que substituiriam empregos.

Ao incluir Musk nessa sequência, o SNL mantém uma abordagem voltada a bilionários da tecnologia e seus megaprojetos. As esquetes procuram discutir, por meio do humor, temas como concentração de poder, impacto ambiental da infraestrutura digital e influência de grandes fortunas sobre a política.

Até o momento, não havia registro de reação pública de Elon Musk à nova imitação. O episódio foi exibido na noite anterior, e o empresário e suas empresas não haviam divulgado comentários específicos sobre o quadro.

A sátira, no entanto, pode gerar novas discussões entre admiradores e críticos de Musk nas redes sociais e no mercado. Uma eventual resposta do empresário — por meio de ironia, silêncio ou mudanças em seus negócios e posicionamentos políticos — poderá influenciar a repercussão da esquete e a percepção sobre sua imagem pública.

Fonte: Miraí Broadcast

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