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Retirada de produtos tóxicos do rio Tocantins deve ser feita em abril

Retirada de produtos tóxicos do rio Tocantins deve ser feita em abril

Retirada de produtos tóxicos do rio Tocantins deve ser feita em abril
Ponte que desabou ligava o Maranhão ao Tocantins


carlosbrandaoma/X

A retirada das bombonas de agrotóxicos que caíram no rio Tocantins após o desabamento da ponte Juscelino Kubitschek, na BR-226, entre Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO), está prevista para o fim de abril. A informação foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que destacou os desafios relacionados às condições do rio, como profundidade e vazão.

O acidente, ocorrido em 22 de dezembro de 2024, envolveu o colapso da ponte e a queda de quatro caminhões no rio, sendo dois carregados com 76 toneladas de ácido sulfúrico e um com 22 mil litros de agrotóxicos. Até o momento, apenas 29 bombonas de 20 litros foram retiradas do local.

OPERAÇÃO DE RESGATE

De acordo com o Ibama, as condições do rio Tocantins foram agravadas pela abertura das comportas da Usina Hidrelétrica de Estreito (UHE), operada pelo Consórcio Estreito Energia (Ceste). O aumento na vazão e na correnteza inviabilizou a continuidade dos mergulhos, suspensos desde o dia 10 de janeiro.

Os trabalhos de resgate exigem condições específicas de segurança, com a vazão do rio reduzida a 1.000 m³/s, algo controlado pela UHE Estreito. No entanto, o consórcio responsável pela usina afirmou que não será possível garantir essa vazão durante o período chuvoso, que se estende até abril.

“Considerando as dificuldades relacionadas à profundidade do rio no local do acidente - mais de 40 metros, a vazão de água, visibilidade, entre outros aspectos - estimou-se a necessidade de 145 dias de mergulhos para a retirada de todo o material do leito do rio”, informou o Ibama por meio de sua assessoria de comunicação.

RISCO DE DESLOCAMENTO DAS BOMBONAS

Com o aumento do volume do rio, o Ibama alertou para a possibilidade de deslocamento das bombonas para localidades mais distantes, ampliando o impacto ambiental e exigindo monitoramento constante.

“Diante dessa possibilidade, foi solicitado ao Consórcio Estreito Energia a apresentação de previsões de vazão e possíveis janelas para mergulho, a fim de permitir o resgate seguro dos materiais”, destacou o órgão ambiental.

TRAGÉDIA 

A Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que ligava os estados do Maranhão e Tocantins pela BR-226, desabou no fim da tarde do dia 22 de dezembro de 2024. Além dos veículos que transportavam produtos perigosos, outros três automóveis de passeio e três motocicletas caíram no rio, com 18 pessoas a bordo. Até agora, 14 corpos foram localizados, enquanto as buscas por três desaparecidos continuam, utilizando embarcações e drones.

Os desaparecidos são Salmon Alves Santos, de 65 anos, Felipe Giuvannuci Ribeiro, de 10 anos, e Gessimar Ferreira da Costa, de 38 anos. As operações de busca enfrentam os mesmos desafios impostos pelo aumento da vazão do rio, o que tem limitado o uso de mergulhadores.

 

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