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Goiás projeta economia de R$ 100 milhões com eficiência energética em prédios públicos
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Goiás projeta economia de R$ 100 milhões com eficiência energética em prédios públicos

Goiás projeta economia de R$ 100 milhões com eficiência energética em prédios públicos

O Programa Estadual de Eficiência Energética prevê economizar R$ 100 milhões em cinco anos com medidas destinadas a reduzir os gastos com energia elétrica em prédios públicos de Goiás. Entre as ações estão a modernização das instalações, a migração de unidades consumidoras para o mercado livre de energia e a contratação de energia solar.

Em 2026, a expectativa é captar R$ 7,5 milhões em recursos não reembolsáveis para modernizar prédios públicos por meio da Chamada Pública de Eficiência Energética do Grupo Equatorial. As propostas devem ser submetidas até 9 de novembro. Os resultados preliminares serão divulgados em 18 de dezembro, enquanto o resultado final está previsto para 22 de janeiro de 2027.

A Secretaria-Geral de Governo (SGG), responsável pela governança do programa, presta assistência técnica aos órgãos interessados em participar da seleção. Os projetos são apresentados pelas próprias pastas, com apoio de Empresas de Serviços de Conservação de Energia (ESCOs) credenciadas, sem custos para os órgãos participantes.

Atualmente, 12 secretarias convocaram empresas credenciadas para elaborar propostas para o edital de 2026.

“No ano passado, 11 projetos foram avaliados. Desse total, seis foram pré-selecionados e submetidos e, por fim, três foram aprovados, captando R$ 6,1 milhões”, afirma o superintendente de Energia, Cássio Vieira.

Entre as intervenções previstas estão a substituição de lâmpadas antigas por modelos de LED, a modernização dos sistemas de climatização e a ampliação da geração de energia solar.

Em 2025, foram contempladas propostas para as instalações do Palácio Pedro Ludovico Teixeira, do Complexo Esportivo Estádio Olímpico e do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia.

As intervenções estão em execução, com estimativa de reduzir o consumo de eletricidade em até 2.239 MWh por ano. A economia prevista é de R$ 1,3 milhão anual nas despesas com energia desses prédios.

Criado em 2024 pelo Decreto nº 10.417, de 1º de março daquele ano, o programa busca modernizar as instalações públicas, melhorar a eficiência dos sistemas de climatização e ampliar a geração própria de energia limpa e renovável.

“Hoje, os gastos com energia elétrica representam uma despesa permanente para o poder público e foi pensando nisso que, em 2024, o governo estadual criou o PEE, que visa modernizar prédios públicos, substituir lâmpadas antigas por LEDs, melhorar a eficiência do sistema de climatização e ampliar a geração própria de fontes limpas e renováveis”, detalha Cássio.

Atualmente, o programa alcança mais de dez secretarias com contratos em execução. A iniciativa também recebeu reconhecimento nacional da Fundação Getulio Vargas (FGV), durante o 2º Congresso Brasileiro de Minas e Energia, realizado em 2026.

Outra frente do Programa Estadual de Eficiência Energética é a migração de unidades consumidoras de alta tensão, enquadradas no Grupo A, para o mercado livre de energia. Nesse modelo, os órgãos podem comprar energia de outros fornecedores, mantendo o uso da infraestrutura da rede da Equatorial, por se tratar de uma concessão pública.

Os contratos referentes a 114 unidades consumidoras foram assinados no primeiro semestre de 2026 e já estão em execução. A empresa vencedora do certame opera com tarifa 26% menor que a praticada pela Equatorial.

A economia projetada para dez secretarias estaduais é de R$ 60 milhões nos próximos cinco anos. A maior redução estimada é na Secretaria de Estado da Saúde, com R$ 32 milhões, seguida pela Secretaria de Estado da Educação, com R$ 6,7 milhões, e pela Diretoria-Geral da Polícia Penal, com R$ 6,4 milhões.

“A empresa vencedora tem a obrigação contratual de fornecer o serviço a partir de uma fonte de energia renovável, comprovado a partir de certificações internacionais”, afirma Cássio.

Para as unidades consumidoras de baixa tensão, enquadradas no Grupo B, o programa prevê a contratação de energia produzida por usinas fotovoltaicas. Nesse formato, as usinas geram energia limpa e renovável para os órgãos contratantes, que têm o valor correspondente abatido das faturas mensais de consumo.

Foram licitados sete lotes, e três órgãos já assinaram contratos: a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), a Polícia Militar e a Polícia Civil.

“O PEE reforça o compromisso do governo com a sustentabilidade, a inovação e a gestão eficiente e responsável dos recursos públicos”, pontua Cássio.

Fonte: Agência Goiás

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