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Fase 6 da Operação Destroyer bloqueia R$ 103 milhões e mira núcleo financeiro de facção em Goiás; 10 presos

Fase 6 da Operação Destroyer bloqueia R$ 103 milhões e mira núcleo financeiro de facção em Goiás; 10 presos

Fase 6 da Operação Destroyer bloqueia R$ 103 milhões e mira núcleo financeiro de facção em Goiás; 10 presos

A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc), deflagrou nesta quarta-feira (13/05) a fase 6 da Operação Destroyer – Pirâmide Vermelha, em ação contra o núcleo financeiro de uma facção criminosa de origem carioca que atuaria no estado.

Segundo a corporação, foram cumpridos dez mandados de prisão temporária e sete mandados de busca e apreensão em Goiânia e Caldas Novas. Também foi determinado o bloqueio de mais de R$ 103 milhões em desfavor dos presos e de cinco pessoas jurídicas apontadas como de fachada, medida que, de acordo com a investigação, atinge diretamente a estrutura financeira das organizações, restringindo suas fontes de recursos e capacidade de atuação e expansão.

As apurações indicam que o grupo movimentou ao menos R$ 205 milhões entre junho de 2024 e janeiro de 2026, valores que teriam origem em lucros do tráfico de drogas praticado pela facção. As investigações começaram após a prisão, em janeiro de 2026, de um casal suspeito de tráfico de drogas em Goiânia. Conforme a Denarc, os valores obtidos pelo casal eram destinados a uma empresa em Caldas Novas, denominada Chão e Teto.

O aprofundamento das diligências apontou que a empresa seria apenas de fachada e tinha como titular um integrante de organização criminosa de alcance nacional, já condenado por organização criminosa, identificado como Evaldo Batista dos Santos Lima Júnior, morador de Caldas Novas. Na sequência, foram identificados outros membros do núcleo financeiro do grupo e mais quatro empresas sediadas em Goiânia como partes do esquema de lavagem de capitais.

De acordo com a Polícia Civil, o objetivo desta fase é desarticular um canal relevante de lavagem de dinheiro decorrente do tráfico de drogas e avançar na coleta de provas para alcançar os destinatários finais dos valores milionários. A ação contou com o apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais, por meio do Grupo Tático 3 (GT3), da Divisão de Operações Aéreas (DOA) e da 19ª Delegacia Regional de Polícia de Caldas Novas.

A divulgação de informações, imagens e identificação dos presos ocorreu, segundo a corporação, em observância à Lei nº 13.869/2019 e à Portaria nº 547/2021/DGPC, mediante despacho fundamentado da autoridade policial responsável, diante da possibilidade concreta de identificação de novas vítimas e da preservação do interesse público, respeitados os limites legais e as cautelas necessárias à continuidade das investigações.

Fonte: Agência Governo de Goiás

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