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Após o AVC, reabilitação ajuda pacientes a recuperar autonomia e retomar atividades
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Após o AVC, reabilitação ajuda pacientes a recuperar autonomia e retomar atividades

Após o AVC, reabilitação ajuda pacientes a recuperar autonomia e retomar atividades

Celebrado em 29 de outubro, o Dia Mundial de Combate ao Acidente Vascular Cerebral (AVC) chama a atenção para uma das principais causas de morte e incapacidade no mundo. A data reforça a importância da prevenção, do reconhecimento dos primeiros sinais e do atendimento rápido, além de destacar a reabilitação como parte fundamental da recuperação.

Em Goiás, o Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer), unidade do Governo de Goiás, é referência na reabilitação de pacientes após o AVC. Com atendimento especializado e acompanhamento multiprofissional, a unidade trabalha para reduzir as limitações provocadas pela doença e ajudar os pacientes a recuperar a independência nas atividades do dia a dia.

Atualmente, o serviço de reabilitação do Crer acompanha 80 pacientes em decorrência de AVC. Desse total, 60% são homens, 80% sofreram AVC isquêmico e 50% convivem com sequelas há mais de dois anos.

O tratamento inclui fisioterapia, terapia ocupacional, hidroterapia, academia, psicologia, serviço social e oficinas de atividades de vida diária (AVD), além da dispensação de órteses, cadeiras de rodas, andadores, muletas e bengalas pela Oficina Ortopédica da unidade.

Para a gerente de Reabilitação do Crer, Fabianne Silveira Cardoso, cada paciente apresenta necessidades diferentes, e o tratamento precisa acompanhar essa realidade.

“A recuperação após um AVC acontece de forma gradual. Nosso trabalho é identificar as dificuldades de cada paciente e desenvolver suas capacidades para que ele consiga retomar, dentro das suas possibilidades, as atividades do dia a dia. Voltar a caminhar, se alimentar ou tomar banho com mais independência são conquistas que fazem muita diferença na vida dessas pessoas”, explica.

Aos 59 anos, Eva Ferreira de Almeida Resende sofreu o segundo AVC, dez anos depois do primeiro episódio. Desta vez, as sequelas foram mais graves e comprometeram os movimentos do lado esquerdo do corpo. Após receber atendimento hospitalar, ela foi encaminhada ao Crer, onde permaneceu internada por 30 dias e iniciou a reabilitação.

No início, Eva precisava de ajuda para praticamente tudo. Não conseguia sair da cama sozinha, tomar banho ou se locomover sem uma cadeira de rodas. Com o tratamento, voltou a realizar atividades que antes pareciam distantes.

“Minha menina me pegava da cama para a cadeira, da cadeira para a cama. Eu tinha que fazer tudo com a ajuda de alguém. Hoje já consigo levantar, tomar banho e andar de bengala. Antes eu não movimentava nada”, conta.

Eva continua frequentando o Crer duas vezes por semana e destaca a diferença que percebe desde o início do acompanhamento.

“Aqui você começa e vai aumentando o grau dos exercícios. Cada dia você vê a sua melhora. Os profissionais fazem o trabalho com carinho, e a gente passa a achar que eles são da família”, afirma.

Quem também comemora os avanços é Jaqueline Gomes da Silva, que sofreu um AVC há um ano e nove meses. Acostumada a trabalhar e cuidar da própria rotina, ela viu a vida mudar repentinamente e precisou aprender a lidar com a dependência de outras pessoas. Com a reabilitação, Jaqueline conseguiu deixar a cadeira de rodas e a bengala.

“Quando eu vim para cá, estava na cadeira. Agora já ando sem bengala, sem cadeira. Vou devagar, mas estou sentindo melhora”, relata.

Seu maior desejo é voltar a trabalhar e recuperar a independência que tinha antes do AVC. Enquanto segue o tratamento, ela deixa um conselho para quem está começando a enfrentar essa realidade: “Você não pode desistir de você. Às vezes nem sempre é fácil, mas você tem que buscar”.

O AVC ocorre quando há interrupção ou redução do fluxo de sangue para uma região do cérebro ou quando há rompimento de um vaso sanguíneo. Entre os principais sinais estão fraqueza repentina em um lado do corpo, boca torta, dificuldade para falar, alterações na visão e perda de equilíbrio.

Ao perceber qualquer um desses sintomas, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente ou acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo número 192. Quanto mais rápido ocorrer o atendimento, maiores são as possibilidades de tratamento e de redução das sequelas.

Fonte: Agência Goiás

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