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Vítimas do acidente com césio-137 terão pensões reajustadas em 70%

Vítimas do acidente com césio-137 terão pensões reajustadas em 70%

Proposta prevê aumento de 69,92% nos benefícios pagos a 603 atingidos pelo acidente radiológico ocorrido em Goiânia, em 1987
Secom-GO

O governador Ronaldo Caiado enviou à Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) projeto de lei que prevê reajuste de 69,92% no valor das pensões pagas a 603 vítimas do acidente radiológico com o césio-137, ocorrido em Goiânia, em setembro de 1987.

A proposta estabelece aumento nas duas categorias da Pensão Especial Vitalícia a partir de abril deste ano. De acordo com o texto, o valor pago aos afetados por radiação superior a 100 Doses Absorvidas de Radiação (RAD) passará de R$ 1.908 para R$ 3.242. Já para os demais acidentados, a pensão será reajustada de R$ 954 para R$ 1.621.

Segundo Caiado, a iniciativa busca garantir “respeito, justiça e cuidado com as vítimas”. Ele destacou que o acidente marcou a história do estado e afetou famílias que convivem até hoje com as consequências da contaminação.

A coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado, afirmou que os 603 beneficiários também são assistidos pelo programa social, com foco na ampliação da dignidade, segurança e reconhecimento às famílias.

Com o reajuste, o impacto orçamentário previsto é de R$ 3,6 milhões em 2026. Para os anos de 2027 e 2028, a estimativa é de R$ 4,9 milhões anuais.

Além da pensão, o Governo de Goiás mantém assistência médica especializada por meio do Centro Estadual de Assistência aos Radioacidentados Leide das Neves Ferreira (Cara) e oferece apoio em saúde suplementar pelos planos Básico, Especial e Pleno+ do Ipasgo Saúde.

O governador também informou que foi realizada auditoria na relação de beneficiários, resultando na exclusão de pessoas que recebiam o benefício de forma irregular. Segundo ele, a revisão teve como objetivo garantir justiça e transparência nos pagamentos.

O acidente com o césio-137 ocorreu em setembro de 1987, após o rompimento de um aparelho radiológico abandonado do Instituto Goiano de Radiologia. A cápsula com material radioativo foi levada a um ferro-velho no Setor Aeroporto, em Goiânia, e passou pelas mãos de diversas pessoas. Após a identificação da contaminação, os afetados foram submetidos a protocolos de tratamento.

 

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