O 27º Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica) contará com uma comissão de seleção formada por 12 profissionais de reconhecida trajetória no cinema, no audiovisual, na pesquisa e na curadoria cultural. O grupo atuará nas mostras competitivas do Fica 2026, distribuído da seguinte forma: oito integrantes na Comissão da Mostra Competitiva Internacional Washington Novaes de Filmes de Temática Ambiental; três na Comissão de Seleção das Mostras Competitivas do Cinema Goiano e Becos da Minha Terra de Filmes Vilaboenses; e um responsável pela Mostra Cinema Indígena e Povos Tradicionais. Os avaliadores foram escolhidos por meio de chamada pública promovida pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria da Cultura (Secult Goiás), em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG) e a Fundação RTVE. O edital buscou selecionar especialistas com experiência comprovada em realização audiovisual, curadoria, crítica cinematográfica, pesquisa e formação acadêmica para analisar os filmes inscritos. A Comissão da Mostra Competitiva Internacional Washington Novaes reúne nomes de diferentes regiões do país, com experiências que dialogam com o cinema, a arte, a pesquisa, as questões ambientais e os direitos humanos. Entre os selecionados estão: Ariel Henrique, com 18 anos de atuação no audiovisual e vencedor do prêmio de Melhor Som no Festival do Rio 2025 por Love Kills, com trabalhos em produções de destaque como Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos, além de séries e longas de ampla circulação; Carlos Cipriano, produtor, professor e realizador audiovisual com mais de duas décadas de carreira no cinema e na formação acadêmica em Goiás, diretor do curta Para Carlos, exibido em mais de 60 festivais internacionais, com trajetória ligada à curadoria, à produção audiovisual e às políticas culturais do estado; Ceiça Ferreira, pesquisadora e professora, doutora em Comunicação pela Universidade de Brasília (UnB) e docente da Universidade Estadual de Goiás (UEG), com pesquisas em raça, gênero e sexualidade no cinema e no audiovisual, além de curadorias voltadas aos cinemas negros e às expressões artísticas periféricas; Deivid Rodrigues, roteirista e produtor com experiência em desenvolvimento de projetos e produção cinematográfica, formado em audiovisual pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pós-graduado em roteiro e escrita criativa, com participação em produções exibidas em festivais nacionais e internacionais, como Vento Seco, apresentado na Berlinale; Eliézer Oliveira, pesquisador referência em patrimônio cultural, estética visual e representações do Cerrado, professor da UEG e coordenador do Laboratório Universitário de Produção e Pesquisas Audiovisuais (LUPPA), com estudos sobre expressões culturais e produção audiovisual no Cerrado; Murilo Gabriel Bueno, professor e pesquisador que atua nas interfaces entre cinema, fotografia, videogames e performances culturais, doutor pela Universidade Federal de Goiás (UFG), com foco em formação audiovisual e pesquisas sobre estética e narrativas contemporâneas; Shalimar Luísa, representante da Amazônia, com trajetória voltada à articulação entre cultura, território e justiça climática, cofundadora da OCA Amazônia e idealizadora da Ecoa – Mostra Socioambiental de Cinema de Manaus, atuando em projetos com comunidades indígenas, tradicionais e periféricas da região; e Tuanny Medeiros, roteirista e sócia-fundadora da Reduto Filmes, co-roteirista do curta Manhã de Domingo, vencedor do Urso de Prata na Berlinale, com atuação em projetos para plataformas como Amazon e Netflix. A Comissão de Seleção das Mostras Competitivas do Cinema Goiano e Becos da Minha Terra de Filmes Vilaboenses será formada por André Dib, Anthony Rodrigo e Cláudia Melissa, profissionais com ampla experiência em crítica cinematográfica, curadoria, produção executiva, pesquisa acadêmica e formação de público para o cinema brasileiro independente. A Mostra Cinema Indígena e Povos Tradicionais contará com a participação do cineasta indígena Takumã Kuikuro, fundador do Coletivo Kuikuro de Cinema e idealizador do Festival de Cinema e Cultura Indígena, reconhecido por exibições e premiações em festivais nacionais e internacionais e por trabalhos dedicados à valorização das narrativas indígenas e à preservação cultural dos povos originários. A seleção dos membros seguiu critérios definidos em edital, como experiência profissional, diversidade de atuação, relevância das trajetórias para o audiovisual brasileiro e reconhecimento público.
Fonte: Agência Governo de Goiás