A Meta atualizou nesta semana o agente de inteligência artificial Muse no aplicativo móvel nos Estados Unidos. A novidade inclui conversas por voz em tempo real, respostas em áudio, personalização de vozes e um avatar mais expressivo, capaz de reagir ao tom dos diálogos.
Com a atualização, o usuário pode falar diretamente com o Muse e receber respostas em áudio, sem depender do teclado. Segundo a empresa, a mudança torna a interação mais fluida, especialmente para pessoas que preferem se comunicar por voz ou estão em movimento.
O aplicativo oferece diferentes opções de voz, com variações de sotaque, entonação e traços de personalidade. É possível escolher entre estilos mais sérios e calmos ou alternativas mais bem-humoradas. A seleção pode ser feita nas configurações do próprio Muse.
A presença visual do agente também pode ser ajustada. O usuário pode optar por utilizar apenas o áudio, manter o avatar em miniatura enquanto realiza outras tarefas no celular ou ativá-lo em tela cheia para uma experiência mais imersiva.
O avatar passou a exibir reações visíveis durante os diálogos, com animações desenvolvidas para aproximar a interação do comportamento humano. De acordo com a Meta, o personagem poderá apresentar “expressões sutis e gestos que se adequam ao tom da conversa”, além de indicar quando está ouvindo ou respondendo.
Esses recursos visuais buscam reduzir a sensação de interação com um sistema exclusivamente textual e podem ser relevantes em áreas como atendimento, educação e entretenimento, nas quais linguagem corporal e emoção influenciam a experiência.
Segundo a Meta, o aplicativo do Muse alcançou 10 milhões de usuários poucos meses após o lançamento e se tornou uma das ferramentas gratuitas mais populares da App Store nos Estados Unidos nos últimos dois meses. O crescimento indica o interesse do público por assistentes virtuais mais sofisticados e simples de usar.
Nas últimas semanas, o agente também recebeu integração com o Spotify, permitindo controlar músicas e podcasts por meio de comandos enviados ao chatbot. A empresa afirma ainda ter corrigido brechas de segurança apontadas por usuários, em uma tentativa de manter o ritmo de expansão sem comprometer a proteção de dados.
A atualização foi anunciada pelo próprio Mark Zuckerberg em uma publicação no Threads, reforçando a importância estratégica do Muse na aposta da Meta em inteligência artificial conversacional. A expectativa no mercado é que o lançamento nos Estados Unidos funcione como uma etapa de testes e ajustes antes de uma possível expansão para outros países e idiomas.
Ao ampliar a naturalidade e as possibilidades de personalização, o Muse aumenta a competição entre assistentes virtuais e pode influenciar o nível de recursos esperado pelos usuários em futuras interações com agentes de inteligência artificial.
Fonte: Mirai Broadcast