Aos 53 anos, Scheila Carvalho mostrou nesta sexta-feira (6) o rosto ainda bastante inchado, 17 dias após realizar um lifting facial em uma clínica de Caxias do Sul. A ex-dançarina do É o Tchan contou que escolheu o procedimento para suavizar rugas e flacidez sem alterar seus traços.
Em vídeos publicados nas redes sociais, Scheila aparece com uma máscara de gelo cobrindo parte do rosto e fala aos seguidores sobre o inchaço, considerado comum durante o pós-operatório.
“Estou com essa máscarazinha aqui de gelo para desinchar. Minha boca está inchada, viu, gente? Mas não é assim que eu vou ficar, não. Tenham paciência”, disse a artista, explicando que ainda está em fase de recuperação.
Scheila decidiu realizar o lifting facial para tratar sinais mais marcados de envelhecimento, como a flacidez da pele e dos tecidos profundos do rosto. O objetivo, segundo o conteúdo divulgado, é alcançar um efeito de rejuvenescimento sem comprometer sua identidade facial.
De acordo com a cirurgiã plástica Cecília Ruiz, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), o lifting facial, também chamado de ritidoplastia, é indicado para tratar sinais de envelhecimento, especialmente a flacidez da pele e dos tecidos mais profundos.
A médica explica que o procedimento reposiciona essas estruturas, melhora o contorno facial, reduz o excesso de pele e suaviza sulcos e marcas de expressão. Dessa forma, pode proporcionar um resultado mais harmonioso e natural, sem modificar os traços individuais.
O caso de Scheila se relaciona a uma tendência de pacientes que buscam amenizar os sinais do tempo sem transformar completamente a aparência. A proposta é preservar as proporções originais do rosto e as expressões que fazem parte da identidade de cada pessoa.
Neste momento, a recuperação da artista é marcada por inchaço visível no rosto e nos lábios, uso de compressas frias e espera até que o resultado final comece a aparecer. Nas imagens compartilhadas, ela mostra o rosto edemaciado e protegido pela máscara de gelo, além de relatar que essa aparência faz parte do processo esperado após a cirurgia.
O inchaço costuma ser mais intenso nos primeiros dias e semanas e diminui gradualmente à medida que o organismo se recupera. O pós-operatório também exige repouso, evitar esforços, dormir com a cabeça elevada e seguir as orientações médicas, incluindo o uso de medicamentos, cintas ou curativos específicos e o comparecimento às consultas de revisão.
O lifting facial costuma ser indicado quando há sinais mais evidentes de envelhecimento, como queda do contorno do rosto, excesso de pele e sulcos profundos que não apresentam melhora com tratamentos menos invasivos.
Segundo Cecília Ruiz, a indicação não é definida apenas pela idade. A avaliação considera o grau de flacidez, a qualidade da pele, as condições clínicas e as expectativas do paciente. Pessoas saudáveis, com expectativas realistas e dispostas a seguir corretamente o pós-operatório tendem a ser as candidatas mais adequadas.
A cirurgiã também alerta que o procedimento deve ser realizado por profissional habilitado, com formação em cirurgia plástica e credenciamento adequado. Uma avaliação médica completa é indispensável para reduzir riscos em pacientes com doenças crônicas ou fatores que possam dificultar a cicatrização.
O caso de Scheila ocorre em um período de crescimento do número de liftings faciais no Brasil. Foram realizadas 116.296 cirurgias desse tipo no país em 2025, alta de 48,2% em relação a 2021, quando foram registrados 78.480 procedimentos. Os Estados Unidos apareceram na segunda posição, com 103.678 operações no mesmo período.
Para o cirurgião plástico Paolo Rubez, membro da SBCP, o aumento reflete uma mudança nas expectativas dos pacientes. Segundo ele, muitas pessoas desejam rejuvenescer sem deixar de parecer com elas mesmas, preservando as características individuais, a proporção entre as estruturas do rosto e a própria identidade facial.
A cirurgiã plástica Beatriz Lassance, também membro da SBCP, afirma que o objetivo deixou de ser transformar uma pessoa de 60 anos para que pareça ter 40. A proposta, segundo ela, é melhorar a qualidade da aparência sem apagar os elementos que contam a história daquele rosto.
Nesse contexto, técnicas que atuam em camadas mais profundas, como o chamado deep plane facelift, vêm ganhando espaço. Em vez de apenas esticar a pele, o cirurgião trabalha estruturas internas de sustentação, o que pode proporcionar um efeito mais natural, com aparência de rosto descansado e sem o aspecto excessivamente repuxado.
Como qualquer cirurgia, o lifting facial envolve riscos e exige atenção aos sinais de alerta durante a recuperação. Cecília Ruiz destaca a importância de escolher um cirurgião experiente, seguir as orientações sobre repouso, medicamentos e higienização e comparecer às consultas de revisão.
Entre as possíveis complicações estão hematomas expansivos, infecções e alterações na cicatrização, que podem comprometer o resultado estético e a saúde do paciente. Dor intensa e repentina, sangramento abundante, assimetria súbita, febre ou piora brusca do inchaço devem ser tratados como sinais de emergência.
Nessas situações, a orientação é entrar imediatamente em contato com o cirurgião responsável ou procurar atendimento de urgência, sem esperar pela consulta de retorno.
Ao mostrar o rosto inchado e os cuidados com o gelo, Scheila expõe uma etapa menos glamurizada da cirurgia plástica: o tempo necessário para que o resultado apareça e a importância de atravessar o pós-operatório com informação e acompanhamento médico especializado.
Fonte: Miraí Broadcast