A primeira exibição pública de “Marília Mendonça – Sentimento Louco” foi realizada nesta quinta-feira (15/10), no Aurum Cinema, localizado no Centro Cultural Oscar Niemeyer (CCON), em Goiânia. O governador Daniel Vilela e a coordenadora do Goiás Social e primeira-dama, Iara Vilela, acompanharam a estreia da série.
Dividida em quatro episódios, a produção conta a história da cantora goiana, considerada uma referência da música sertaneja nacional e que morreu aos 26 anos, em novembro de 2021, vítima de um acidente aéreo.
O governador destacou que a trajetória de Marília Mendonça é motivo de orgulho para os goianos e afirmou que o documentário celebra a vida e o legado da artista.
“Nós goianos temos que ter muita felicidade e alegria de ver uma goiana tão talentosa ser eternizada através desse filme. Ele traz um pouco da mulher que ela foi: resiliente, que passou por todas as etapas que uma carreira artística impõe. E ela conquistou o Brasil e o público fora do país”, declarou Daniel Vilela.
O governador também citou homenagens concedidas à cantora, como a Ordem do Mérito Cultural (OMC), recebida em 2025 em reconhecimento à sua contribuição para a música e a cultura brasileira.
“Marília Mendonça representa muito bem a mulher goiana: talentosa, carismática e simpática. E, de alguma forma, isso também divulga o nosso estado, mostra um pouco desse brilhantismo que têm os goianos”, completou.
Com direção de Susanna Lira, a série estreia nacionalmente nesta sexta-feira (16/10), na plataforma de streaming Amazon Prime Video. A diretora buscou destacar aspectos sentimentais da vida, da carreira e da morte da artista, além de apresentar diversos vídeos caseiros. A empresa responsável pela produção planeja lançar, em 2027, uma cinebiografia ficcionalizada intitulada “Marília”, que já está em fase de gravações.
Ruth Moreira, mãe da cantora, afirmou que a estreia em Goiás reúne sentimentos de orgulho, saudade, lembranças e tristeza.
“Tem muita novidade que a gente está compartilhando nesse documentário. É a oportunidade de conhecer a Marília em um show e muitas coisas que as pessoas não sabem ainda”, disse. Ela também ressaltou que, mesmo após cinco anos da morte da filha, continua recebendo manifestações de carinho e homenagens.
O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, acompanhou o evento no CCON e afirmou que o Brasil inteiro se apaixonou por Marília Mendonça.
“Era uma pessoa simples e com talento para cantar, escrever e de repente fez todo esse sucesso”, destacou.
Wander Oliveira, CEO e fundador da Workshow, escritório de gerenciamento artístico ao qual Marília era ligada, classificou a série como um registro de bastidores.
“É uma parte profissional da Marília, das pessoas que conviveram durante a carreira dela. Tem uma coisa mais de família, de irmãos, de quem estava com ela bem no início, ainda criança. É uma coisa diferente que vocês vão ver”, afirmou.
A secretária de Estado de Cultura, Yara Nunes, avaliou que a importância de Marília Mendonça como cantora e compositora é “gigantesca”, principalmente pela influência exercida sobre as mulheres do sertanejo.
“E é um documentário que está em uma das principais plataformas de streaming, que é o Prime Video. Então, nós sabemos que muitas pessoas vão ter acesso, pela história dela, a Goiás”, acrescentou.
Neste mês, o Museu da Imagem e do Som (MIS) de São Paulo inaugurou uma exposição imersiva dedicada à cantora, também intitulada “Marília Mendonça – Sentimento Louco”. É a primeira vez que o espaço abre uma área para contar a história de uma personalidade do universo sertanejo.
O diretor criativo da exposição, Nelson Foerster, afirmou que o trabalho de Marília foi importante para romper barreiras no gênero musical, especialmente para as mulheres.
“A gente construiu uma narrativa que, para quem vai assistir, é como se a Marília estivesse aqui com a gente”, observou.
Nascida em 22 de julho de 1995, em Cristianópolis, a 90 quilômetros de Goiânia, Marília Mendonça iniciou sua trajetória musical na igreja. Aos 12 anos, começou a escrever as primeiras composições. Mais tarde, passou a criar canções para artistas como as duplas Jorge & Mateus, João Neto & Frederico e Henrique & Juliano.
A carreira solo começou em 2014. Dois anos depois, o primeiro DVD da cantora alcançou a marca de tripla platina, com 240 mil cópias vendidas. A música “Infiel”, incluída no trabalho, tornou-se uma das mais tocadas do Brasil e recebeu o certificado de disco de diamante triplo.
Ao longo da carreira, Marília lançou três álbuns solo e três trabalhos em parceria com as amigas Maiara & Maraisa. Após sua morte, outros três álbuns póstumos foram lançados.
A cantora deixou um filho, Léo, fruto do relacionamento com o também cantor Murilo Huff. Atualmente, a criança tem cinco anos.
Fonte: Agência Goiás