Agosto Lilás: Goiânia mobiliza rede de proteção e intensifica ações contra feminicídio

A Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh), promoveu, na última sexta-feira (7/8), uma palestra de conscientização e enfrentamento ao feminicídio, dentro da programação do Agosto Lilás. Realizada no auditório da secretaria, a atividade reuniu representantes de instituições que integram a rede de proteção às mulheres para discutir prevenção, acolhimento, atendimento e os mecanismos de combate à violência doméstica e familiar. O encontro contou com palestras de Luiza Sol, comandante da Patrulha Mulher Mais Segura, e de Zilene de Paula, presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM), além da participação de representantes das forças de segurança, da Seds (Estado de Goiás), do Ministério Público, da OAB-GO, do Creas, do Instituto Patris e de demais parceiros da rede. A titular da Semasdh, Erizania Freitas, afirmou que a mobilização integra o conjunto de ações desenvolvidas pela Prefeitura durante o Agosto Lilás: "A Prefeitura de Goiânia, neste mês, tem potencializado todas as ações que têm o objetivo de defender as mulheres goianienses e, acima de tudo, de protegê-las contra todo tipo de violência. Toda a rede de proteção se reúne com o objetivo de traçar melhorias nas políticas públicas de atendimento a essa mulher e, acima de tudo, conscientizar toda a população sobre o quão importante é que estejamos unidos no enfrentamento dessa grave violação dos direitos humanos". Para Luiza Sol, a institucionalização da rede contribui para organizar os fluxos e tornar mais eficiente o encaminhamento das mulheres: "É imprescindível nós termos essa rede institucionalizada dentro do nosso município. Quando a gente institucionaliza, conseguimos ver o fluxo com mais clareza. Nós sabemos para onde encaminhar, aonde encaminhar". A atuação conjunta também foi destacada pela psicóloga Jaqueline Borer, do Creas Norte. Segundo ela, o acolhimento é etapa fundamental para que a mulher acesse os serviços necessários e rompa o ciclo de violência: "Essas mulheres chegam já muito sensíveis, e a gente tem que ter um acolhimento sem julgamento, entender o contexto dessa mulher e saber os encaminhamentos necessários". A programação ocorreu no mês em que a Lei Maria da Penha completa 20 anos. Sancionada em 7 de agosto de 2006, a legislação criou mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher e estabeleceu medidas de assistência e proteção às vítimas.

Fonte: Prefeitura de Goiânia