O prefeito Sandro Mabel conduziu, nesta sexta-feira (7/8), uma mesa técnica com representantes do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Goiás (Crea-GO), do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado de Goiás (TCM-GO) e especialistas em engenharia para acompanhar os estudos que vão definir a solução definitiva para a estrutura do viaduto da Avenida Leste-Oeste com a Avenida Castelo Branco. Na mesma manhã, foi liberada a primeira pista lateral do complexo viário, no sentido Centro–Bairro. A iniciativa reúne técnicos da Prefeitura de Goiânia, do Crea-GO, do TCM-GO e de entidades como o Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de Goiás (Ibape-GO). O grupo analisará o laudo técnico elaborado por empresa especializada e indicará a alternativa mais segura, eficiente e economicamente viável para concluir a obra, paralisada desde julho de 2024. Segundo Mabel, o objetivo é concluir o empreendimento sem desperdiçar os recursos já aplicados. Ele afirmou que a obra consumiu cerca de R$ 20 milhões em dinheiro público e reiterou que a demolição é a última alternativa. Caso haja condições de recuperação com segurança, a gestão pretende aproveitar a estrutura existente para finalizar o projeto. O prefeito acrescentou que a liberação da pista lateral reduz os congestionamentos e permite que a decisão sobre o futuro do viaduto seja tomada com base exclusivamente em critérios técnicos, priorizando segurança e menor custo para os cofres públicos. O presidente do Crea-GO, Lamartine Moreira, informou que o Conselho disponibilizará especialistas para auxiliar a Prefeitura na definição da melhor solução, em conjunto com técnicos do TCM-GO e do município. Já o presidente do TCM-GO, Joaquim de Castro, ressaltou a importância da atuação integrada para assegurar respaldo técnico e segurança jurídica, com foco nos princípios da eficiência, economicidade e preservação do patrimônio público. Também participaram da reunião o presidente do Ibape-GO, Henrique Toledo, e o titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra), Francisco Lacerda, além de técnicos e especialistas envolvidos na avaliação da estrutura. O grupo de trabalho será composto por conselheiros especialistas em engenharia estrutural, técnicos da Seinfra e do TCM-GO. A missão é examinar o diagnóstico estrutural antes de emitir recomendação técnica ao município. Integrantes do Crea-GO destacaram que estudos preliminares indicam condições de aproveitamento da subestrutura e da mesoestrutura, o que pode tornar a recuperação mais viável do que a demolição total. A análise agora se concentrará na superestrutura e em demais elementos com inconformidades. Com a liberação da primeira pista lateral, os esforços se voltam à construção da segunda, cuja conclusão é prevista em até 60 dias. De acordo com o secretário municipal de Engenharia de Trânsito, Tarcísio Abreu, a sincronização semafórica trará mais segurança e eficiência à circulação. A obra foi dividida em quatro etapas: remanejamento da galeria pluvial, terraplenagem, pavimentação e implantação da sinalização semafórica. Ao final, quatro vias de mão dupla devem ampliar a fluidez do trânsito e beneficiar a população. Iniciada em 2023 e paralisada em julho de 2024, a obra passou por ampla reavaliação técnica no início da atual gestão. A criação da mesa técnica marca uma nova fase do projeto, com foco em uma solução estrutural segura, tecnicamente fundamentada e economicamente responsável para um dos principais empreendimentos de mobilidade urbana de Goiânia. Fotos: Joabe Mendonça. Secretaria Municipal de Comunicação (Secom) – Prefeitura de Goiânia.
Fonte: Prefeitura de Goiânia