Escolas e unidades de saúde de Goiânia vêm executando pequenas reformas e aquisições com mais rapidez graças a repasses diretos de recursos, iniciativa que, segundo a gestão municipal, tem impactado a qualidade dos serviços e a resolução de demandas prioritárias.
Na educação, o Programa de Autonomia Financeira da Instituição Educacional (Pafie), executado pela Secretaria Municipal de Educação (SME) desde o início da atual gestão, inspirou modelo similar na saúde. A Lei Ordinária nº 11623/2026 instituiu o Programa de Autonomia Financeira das Unidades de Saúde (Pafus), que transfere verba diretamente a postos e centros. O prefeito Sandro Mabel afirma que ambos os programas reduzem a burocracia e dão celeridade a consertos e manutenções. "Com o repasse, cada unidade movimenta os recursos por meio de conta bancária própria e decide as prioridades da semana para manutenção predial, aquisição de materiais, serviços de limpeza, pequenos reparos e outros", disse.
Em cada unidade, conselhos ou comissões executoras, formados por servidores, gestores e representantes da comunidade local, acompanham, deliberam, fiscalizam e executam ações dos programas, assegurando autonomia e participação social na aplicação do dinheiro público.
Pafie — Educação A Prefeitura informa que repassou R$ 222 milhões a escolas e Cmeis em 2025 e R$ 107,4 milhões no primeiro quadrimestre de 2026. Todas as 376 unidades receberam recursos; mais de 200 realizam intervenções durante o período de férias. Para a secretária municipal de Educação, Giselle Faria, os investimentos reforçam a melhoria contínua da rede, ao ampliar condições de aprendizagem, valorizar os espaços escolares e fortalecer práticas pedagógicas.
A Escola Municipal Jaime Câmara passa por reforma desde o ano passado. Segundo o diretor, Francione Cardoso, o investimento total de R$ 550 mil possibilitou a ampliação do ambiente administrativo, do banheiro dos servidores e das salas de regulação para estudantes do espectro autista, além da cobertura do pátio, instalação de novos equipamentos e construção de uma quadra coberta. A unidade também refez o redimensionamento elétrico, executou pintura, substituiu o piso cerâmico por granitina — mais resistente e de menor custo de manutenção — e realizou outras adequações. Para o diretor, o programa é democrático e beneficia a comunidade ao permitir decisões mais assertivas sobre a aplicação dos recursos.
O Pafie também viabiliza a ampliação de vagas na rede municipal. O prédio do antigo Colégio Estadual Mariana Rassi, cedido pelo Governo de Goiás, está sendo preparado para receber cerca de 200 crianças da região Sudoeste. A diretora da nova escola municipal, Milza Graciele Francisco Varini, afirma que a adaptação do imóvel cria novas oportunidades de acesso e oferece ambiente seguro e adequado. Até o momento, o investimento soma R$ 341 mil, com melhorias em espaços internos e externos, organização de refeitório amplo, adaptação de banheiros para servidores e qualificação de ambientes de atividades e aprendizagem. O gerente de Acompanhamento e Manutenção da Rede Física da SME, Lucas Ramos, relata que o prédio estava abandonado e passou por pintura, revisão total das partes elétrica e hidráulica, readequação de banheiros infantis, construção de baterias de banheiros, revitalização da área externa, troca de telhado e construção de cobertura no refeitório.
Pafus — Saúde A primeira remessa do Pafus foi realizada em 10 de julho de 2026, no valor de R$ 10 milhões, com recursos do Fundo Municipal de Saúde. Cada uma das 11 unidades de urgência e emergência recebe R$ 100 mil; as 106 unidades básicas e as de saúde mental recebem R$ 70 mil. Outra transferência, também de R$ 10 milhões, está prevista para setembro, e a projeção é de que, em 2026, sejam repassados mais R$ 20 milhões. O secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer, afirma que o reforço orçamentário trará dignidade e melhor atendimento.
Gestores de unidades avaliam que a autonomia financeira vai evitar paralisações por problemas simples. No Cais Cândida de Morais, o gestor José Ismariano Cardoso diz que consertos de torneiras, tomadas e lâmpadas não ficarão mais pendentes por até quinze dias, como ocorria antes: com o dinheiro em conta, o gestor pode determinar reparos, adquirir insumos e equipamentos. No Cais Finsocial, a coordenadora-geral Leda Andrade Teixeira prevê melhoria no atendimento com reformas estruturais, serviços de imagem, divulgação e facilidades de acesso. Segundo ela, por não exigir licitação para pequenas reformas, as melhorias podem ser entregues em até dez dias.
Fonte: Prefeitura de Goiânia