A Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Eficiência (Sefic), realizará neste mês a demolição de uma edificação inacabada na Avenida Ismerino Soares de Carvalho, no Setor Faiçalville. A decisão segue laudo técnico da Defesa Civil que aponta risco à população devido à deterioração da estrutura, abandonada há 18 anos e nunca concluída. O Relatório de Vistoria e Levantamento de Risco identificou comprometimento estrutural, com lajes deterioradas, vigas com armaduras expostas, danos provocados por incêndios e sinais de degradação decorrentes do longo período de abandono. O documento também registra riscos à segurança e à saúde públicas e à integridade física de quem circula pelo local, que foi interditado preventivamente. Segundo o secretário municipal de Eficiência, Fernando Peternella, a decisão foi pautada em critérios técnicos e prioriza a proteção da população: "Nossa prioridade é preservar vidas. Os laudos demonstram que essa estrutura apresenta risco e que sua recuperação não se justifica do ponto de vista técnico e nem econômico." Ele acrescenta que se trata de uma obra iniciada há cerca de 18 anos, nunca concluída e fora das normas atuais de acessibilidade, e que a demolição elimina um risco e encerra um problema de quase duas décadas. A medida conta com respaldo do Poder Legislativo. Após visita técnica e análise da documentação, a Comissão Permanente do Idoso da Câmara Municipal de Goiânia manifestou-se favoravelmente à demolição, concluindo que a recuperação é tecnicamente inviável e economicamente desaconselhável, recomendando a derrubada como alternativa mais segura diante dos riscos identificados. Moradores do Setor Faiçalville vinham relatando, ao longo dos anos, problemas de insegurança, acúmulo de lixo, ocupação irregular e uso do espaço para práticas ilícitas em razão do abandono da estrutura. Durante as vistorias, equipes da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh) realizaram abordagens às pessoas em situação de vulnerabilidade encontradas no local, oferecendo acolhimento e encaminhamento aos serviços da rede municipal. De acordo com o diretor de Proteção Social Especial da pasta, Marcos Prado, "nossas equipes vêm realizando abordagens sociais no local, oferecendo acolhimento, documentação, alimentação e todos os serviços disponíveis na rede de assistência. Como a estrutura apresenta risco de desabamento, nosso compromisso é garantir que essas pessoas sejam retiradas da área com segurança e tenham acesso à proteção social." Após a demolição e a limpeza do terreno, a área permanecerá como patrimônio público. A definição sobre o uso futuro será tomada pela administração municipal dentro do planejamento urbano da cidade e em consonância com o interesse público.
Fonte: Prefeitura de Goiânia