Goiânia inicia atualização imobiliária: 310 mil divergências detectadas e 260 mil notificações com QR Code

A Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz), iniciou em junho um amplo processo de atualização cadastral imobiliária para corrigir inconsistências nos registros municipais, adequar as informações à realidade atual da cidade e promover justiça fiscal.

A ação utiliza tecnologias de georreferenciamento, imagens aéreas de alta resolução, cruzamento de dados e as ferramentas do Mapa 360 Goiânia, que permitem análise detalhada do território municipal. Foram identificadas 310 mil divergências entre os registros existentes e as características efetivamente encontradas nos imóveis. O levantamento abrange dados como área construída, tipo de imóvel, uso residencial ou comercial, ocupação territorial e outros elementos essenciais para a gestão pública.

Segundo o secretário municipal da Fazenda, Oldair Marinho, o objetivo é garantir que o cadastro reflita a realidade de Goiânia. "Nosso foco é a qualidade da informação. Uma cidade inteligente depende de dados corretos para planejar investimentos, distribuir serviços públicos e desenvolver políticas eficientes. É um processo de atualização cadastral que permitirá maior equilíbrio tributário e melhor atendimento ao cidadão", afirmou.

Nos próximos meses, cerca de 260 mil notificações serão enviadas pelos Correios aos contribuintes, com a comunicação das inconsistências identificadas e um QR Code para acesso a uma plataforma digital, onde será possível confirmar as informações, apresentar questionamentos ou solicitar revisão dos dados. Aproximadamente 50 mil verificações serão realizadas presencialmente por equipes técnicas para validação das informações.

Para o titular da Sefaz, a atualização cadastral é também um instrumento de justiça fiscal. "O objetivo é corrigir diferenças e garantir tratamento justo e equilibrado para todos, com respeito ao contraditório e à participação do cidadão", disse.

O processo beneficiará diversas áreas da administração municipal, como planejamento urbano, mobilidade, regularização fundiária, saúde, educação, segurança pública, desenvolvimento econômico e gestão ambiental. O cronograma prevê cerca de quatro meses de execução, período em que a Prefeitura fará as notificações, receberá as manifestações dos cidadãos e promoverá os ajustes necessários na base cadastral.

A expectativa, segundo Oldair Marinho, é que, ao final do processo, Goiânia disponha de uma das bases de informações territoriais mais modernas e atualizadas do país, fortalecendo a capacidade de planejamento da administração municipal e contribuindo para uma cidade mais eficiente, organizada e justa.

Fonte: Prefeitura de Goiânia