Goiânia alcançou 13 quilômetros de metronização no transporte coletivo dentro do Projeto Nova Mobilidade, tornando-se a primeira capital brasileira a implantar esse modelo, que busca desempenho semelhante ao de um metrô de superfície. São 9 quilômetros no BRT Leste-Oeste, na Avenida Anhanguera, entre os terminais Jardim Novo Mundo e Praça A, e 4 quilômetros no BRT Norte-Sul, entre o Terminal Isidória e a Praça Cívica.
O projeto integra inteligência artificial, semáforos inteligentes e dados em tempo real à operação do BRT. Com 65 semáforos já integrados e a inclusão de mais 44 novos semáforos inteligentes, além de travessias semaforizadas com botoeiras sonoras, os ônibus recebem sinal verde em mais de 90% dos cruzamentos, segundo a administração municipal.
A operação do BRT está conectada à Central Integrada de Trânsito e Transporte (CITT), da Rede Metropolitana de Transportes Coletivos (RMTC). O sistema utiliza imagens de câmeras de alta definição e dados de GPS em tempo real, além de modelos de microssimulação e inteligência artificial para ajuste dinâmico dos tempos semafóricos. A estrutura conta com nobreaks para manter a operação em caso de queda de energia.
Os resultados apontados incluem aumento da velocidade média dos ônibus nos corredores de 15 km/h para 20 km/h, com picos de até 25 km/h. O número de paradas em semáforos por viagem caiu de 16 para 4, com ganho operacional próximo de 40%. Houve ainda maior previsibilidade e regularidade nas viagens. Em 2025, a cidade conquistou o 1º lugar no Prêmio Parque da Mobilidade Urbana, durante o evento Connected Smart Cities, em São Paulo.
A Prefeitura de Goiânia pretende ampliar a metronização do BRT Leste-Oeste até o Terminal Padre Pelágio e do BRT Norte-Sul até os terminais Paulo Garcia, Hailé Pinheiro e Recanto do Bosque. "A metronização economiza o tempo do trabalhador, com viagens mais rápidas, em ônibus elétricos, com ar-condicionado e internet. É um grande avanço", afirma o prefeito Sandro Mabel.
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Fonte: Prefeitura de Goiânia