Pelo terceiro ano consecutivo, aumentou o número de pessoas privadas de liberdade exercendo atividades laborais no sistema penitenciário de Goiás, gerido pela Polícia Penal.
Em 2025, 5.218 reeducandos e reeducandas trabalharam, o que representa crescimento de 6,1% em relação a 2024, quando foram registrados 4.918. Na comparação com 2023, que teve 3.796 trabalhadores, o aumento chega a 37,4%.
A política de trabalho prisional é desenvolvida em diferentes frentes, incluindo parcerias com a iniciativa privada, convênios com municípios e órgãos estaduais, além de oficinas internas e atividades de manutenção das próprias unidades prisionais.
Atividades e parcerias
Somente em 2025, foram firmados 24 convênios com entes públicos para utilização de mão de obra carcerária em serviços diversos.
Entre as atividades desempenhadas estão limpeza urbana, construção civil, pintura, jardinagem e serviços de roçagem e capina.
Outra estratégia adotada é o chamamento público para instalação de empresas em unidades prisionais. No último ano, foram ofertadas 22 áreas, das quais 13 já estão em fase de implementação.
A expectativa é que esses projetos gerem cerca de 1,3 mil novos postos de trabalho para reeducandos.
Remuneração
Os internos que atuam nesses espaços recebem remuneração não inferior a três quartos do salário mínimo vigente, equivalente a R$ 1.138,50, com jornada diária entre seis e oito horas.
O pagamento é de responsabilidade das empresas permissionárias.
Evolução
Os dados indicam crescimento gradual da política de trabalho no sistema prisional:
2022: 3.912 trabalhadores
2023: 3.796 (-2,9%)
2024: 4.918 (+29,5%)
2025: 5.218 (+6,1%)
Divulgação/PPGO