Com a chegada do verão e a elevação das temperaturas em grande parte do país, aumentam também os riscos à saúde associados ao calor intenso. No dia 26 de dezembro, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta para uma nova onda de calor que atingiu sete estados brasileiros, incluindo Goiás, com maior impacto nas regiões sul e sudoeste do estado.
Diante desse cenário, a hidratação adequada e contínua torna-se um dos principais cuidados para a prevenção de problemas de saúde. Segundo o médico de família da Atenção Primária à Saúde (APS) do Ipasgo Saúde, Frederico Costa, as altas temperaturas favorecem a perda de líquidos pelo organismo e exigem maior reposição.
“Nesse período de calor intenso, a desidratação ocorre com maior facilidade. O calor deixa de ser apenas um desconforto e passa a representar um risco à saúde, principalmente para crianças, idosos, pessoas com doenças crônicas ou que fazem uso de diuréticos”, explicou.
O médico também chama atenção para os excessos comuns no fim de ano, período marcado por festas e consumo de bebidas alcoólicas e alimentos mais pesados. “O álcool aumenta a eliminação de líquidos pelo organismo, enquanto alimentos muito calóricos e gordurosos exigem maior esforço digestivo, elevando a temperatura corporal e intensificando a sensação de calor”, acrescentou.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que, em 2024, cerca de 546 mil pessoas morreram em todo o mundo por causas associadas ao calor. Já a Organização das Nações Unidas (ONU) classificou o ano como o mais quente em 175 anos.
De acordo com Frederico Costa, a desidratação pode ocorrer mesmo sem a sensação de sede. “Idosos, bebês e crianças nem sempre manifestam esse sinal de forma clara. Por isso, a orientação é fracionar o consumo de água ao longo do dia, em pequenos goles, antes mesmo de sentir sede”, orienta.
A adoção de hábitos simples pode reduzir os impactos do calor extremo. Entre as recomendações estão o aumento da ingestão de alimentos ricos em água, como melancia, laranja, abacaxi, morango, pepino e tomate, o uso de roupas leves e a redução de atividades físicas nos horários mais quentes do dia.
Sintomas como tontura, fraqueza, confusão mental, náuseas, vômitos, diarreia e queda de pressão podem indicar desidratação e exigem atenção imediata. “Em caso de dúvidas, a APS e o Ipasgo Clínicas estão à disposição, com médicos e nutricionistas, para orientar os beneficiários”, afirmou o médico.
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